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Noturno

"A noite é longa
(tanto quanto os dias)
e eu sigo uma trilha perdida
por dentro de mim mesmo.

As paisagens que olho são conhecidas,
velhas [des]conhecidas,
mas cada vez mais reveladoras;
queria eu poder olha-las com tanta clareza
todos dos dias de minha vida.

De repente, não mais que isso,
chega a um bosque de mata fechada
e árvores altas que escondem copas floridas;
é aqui que me torno menos comum a mim mesmo.

Vejo sombras se escondendo por entre os largos troncos
e rostos esculpidos nas cascas feridas das grandes árvores;
eu sei quem são, só não reconheço o porque de estarem ali.

Olho pra cima e tento o ver o céu,
céu de mim mesmo, topo de eu próprio,
mas as flores (irreconhecíveis) me impedem a visão;
pelo menos ainda há flores em mim...
e antes eu só via flores em você.

Talvez seja por isso minha visita ao bosque hoje:
me revelar que as flores estão em mim,
o que mudam, são os insetos que as vem polinizar."
Diego Filipe Araujo Alcântara
Enviado por Diego Filipe Araujo Alcântara em 28/05/2006
Código do texto: T164472
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Sobre o autor
Diego Filipe Araujo Alcântara
Camanducaia - Minas Gerais - Brasil, 31 anos
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1 e-livros (167 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 18:49)
Diego Filipe Araujo Alcântara