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Águas do meu reino

Quantas vezes fui chuva breve:
fraca, miúda, gélida, sem graça
que virava temporal contínuo:
sonoro, forte, poderoso, contestador.

Já me fiz nascente pura
a escorrer do pequeno monte,
que virava cachoeira torrente
ao explodir sensações incontroláveis.

Do mar, tornei-me marés,
no vaivém das emoções redentoras:
ora onda, vezes vaga,
sempre ressaca a lavar-me a alma.

Já fui lago plácido,
lagoa de inundações tétricas;
hoje, no auge de meu sonhar,
sou rio que passa cantando.
Nel de Moraes
Enviado por Nel de Moraes em 29/05/2006
Código do texto: T165531

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Sobre o autor
Nel de Moraes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
407 textos (351715 leituras)
2 e-livros (297 leituras)
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Nel de Moraes