Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

CANTO A GIÚ

Filho  te vejo não em visão,
deste corpo finito.
Mas com os olhos d' alma.
Vejo-o alma antiga,e amiga.
no invisível e no infinito.
 
Onde cessa o cérebro a ver,
deu-me o Grande Espírito,
que ainda o veja,em momentos,
Até onde chegam as vibrações
dos sentimentos.
 
Vejo-o além dos surtos da poesia,
até onde possam ir vôos da crença,
E tenho atravessados neste  tantos
anos as pontes dos espaço.Sentia.
Dizia, criança, sê energia, encantos.
 
Quando a Flor, da Laranjeira,
partiu.
Passei a viver o luto de dupla saudade.
Ouviu?
Viver, prevendo, é viver claridade.
Contemplando o que não via,
Ouvir.
O que os ouvidos não escutam.Santidade.
 
 
Hoje eu soube que fostes à Áustria.
Que roubaram-no de nós, mãos cúmplices.
E o aroma da Laranjeira, e você, réstia de luz.
Patria? Mas, tentemos, esforço multíplice.
A eternidade. Costurada pôr som esteta
sagrado do violino,com as letras do poeta.
 
Vês. Sobrou tudo e nada.
Tudo porque agora sei.
E nada, o Stradivarius que nunca,
Toquei.
 
Venceram-me a mim. Era natural.
E neste consolo de haver dado  tudo,
A Patria Fiume.Vittoriale.Viu?
Acho que o Grande Espírito me deu
mais do que merecia.Laranjeira e Giú.
 
Toca em surdina, filho meu.
Acalenta este coração alquebrado.
E dos lindos acordes, todo seu,
Será o consolo da Flor de Laranjeira,
e os poemas do sonho meu.
 
 
 
 
 

 

#Para meu filho Giú (Giovanni),
DON ANTONIO MARAGNO LACERDA
Enviado por DON ANTONIO MARAGNO LACERDA em 14/05/2005
Código do texto: T16910
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
DON ANTONIO MARAGNO LACERDA
Campinas - São Paulo - Brasil, 79 anos
55 textos (2587 leituras)
2 e-livros (95 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 13:01)
DON ANTONIO MARAGNO LACERDA