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Camélias Brancas

Quando eu morrer...
quero camélias brancas...
Entre o sono de ser
cobrirei a alma negra,
pelo rosto das plantas:
camélias alvas, cheirosas...
No leito mortífero e frio
oscilam performances maviosas,
da força de um rio passadio...

Chamar-me-ão a Dama das Camélias
quando eu morrer...
mas, como, se a luz das vitupérias
sacode o meu corpo de entorpecer?

A alma rejubila nívea de prazer,
dádiva honrosa de um farto viver,
pelos anseios sem resposta,
pelas incúrias insanas...
No beijo da Camélia sobreposta
chego aos Céus, em Hossanas!
Harmoniae
Enviado por Harmoniae em 14/05/2005
Código do texto: T16964
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Sobre a autora
Harmoniae
Portugal, 50 anos
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Harmoniae