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Robson Qualé?

Navego nos mares,
Neste vai e vem,
Nestas dores felizes,
Nisto tudo.
Passo torta e balançada
Na pancada da onda.

Quase me afogo.
Todos os dias tento nadar,
Dizem ser muito simples.
Na areia da praia
Os peixes fritos
Borbulham na frigideira.
E eu navego.

Um porto de entrada
Escrito não tem saída,
É o que nos avisa.
Sexta-feira de tênis,
Sábado ando descalça.
Eu navego.
A bússola ao oeste
Perdida. Ninguém se acha.
Do mar vai e vem a sensação
Do eterno.

Célia Demézio
Enviado por Célia Demézio em 15/06/2006
Código do texto: T176189
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Sobre a autora
Célia Demézio
Santos - São Paulo - Brasil, 49 anos
9 textos (248 leituras)
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Célia Demézio