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No Mundo Do Nunca



Só no mundo do nunca existem lápides
É lá que eu me ponho a rezar
É só no mundo do nunca
Que eu me permito errar
Lá onde há lápides e fotos amareladas pelo tempo
É lá que eu despejo meu lamento
Sobre a minha lápide inexistente
Eu choro
Choro por toda essa gente burra e feia
E que não morre nunca
E o meu pranto é pesado e salgado
No mundo do nunca eu me encontro pra sempre
Mas pra sempre é muito tempo
E o tempo não pára
Só a saudade faz as coisas
Pararem no tempo
E é por isso que eu digo
Só no mundo do nunca existem lápides
É por isso que ainda vivo
Porque amor é quando a gente mora um no outro
E eu ainda moro em você então
Ao menos no seu coração
_Onde não há lápides_
Só há paixão.


Bi


OBS: esta poesia foi feita baseada em vários trabalhos de Mário Quintana, e também em sua homenagem por este ano especial.


Obrigada,
Bianca Grassi
Enviado por Bianca Grassi em 24/06/2006
Código do texto: T181329

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Sobre a autora
Bianca Grassi
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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Bianca Grassi