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Crônica do Último Amor







"...Adeus vida urbana

sua superficialidade

e os desgastes emocionais...

Não te quero mais

luz de estrela artificial

que tenta brilhar

 na noite escura

de fumaça poluida...

Adeus vaidade sem sentido

preocupações extrínsecas

tanta gente e muita solidão...

Enterrei essa ilusão

e dormi o sono profundo

 do cansaço de tudo...

Acordei aqui

na noite clara, iluminada

do lampião dos vagalumes

Do cristal brilhante

 das estrelas verdadeiras

e da lua namoradeira

  que os dedos quase alcançam...

Renasci aqui,  no meio do verde

onde as árvores

fazem amor com o vento

gemendo numa dança

incoerente e sensual...

No  colorido das margaridas

expostas como as mais preciosas jóias

esculpidas pelo artesão do céu...

Adeus sim vida urbana.

Depois de ter vivido

 todos os capítulos da minha história

sem vírgula nem travessão

Quero encerrar aqui

minha breve passagem

com um ponto final dígno...

Fechando um parágrafo

que disserta lindamente

sobre a crônica de um amor

entre mim e a natureza..."
Sonia Pallone
Enviado por Sonia Pallone em 18/01/2005
Código do texto: T1817

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Sobre a autora
Sonia Pallone
Atibaia - São Paulo - Brasil, 65 anos
277 textos (18107 leituras)
2 e-livros (160 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/16 18:31)
Sonia Pallone