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A Engenharia das emoções

Existe algo a mais em tuas veias
Deve ser força que nem sabe usar
Ainda não sabe se usa ou é carnaval
Existe algo além de tuas forças...

O meu moribundo corpo rege a atônita canção
De que se deve brilhar aos diversos pontos matinais
De dores e alegrias, sendo mais forte!
Eu consigo ser o meu eu em cada morte!

E o meu corpo morto inala verdades intransigíveis
Do ato da incapacidade direta; incapidade apenas
Mas ele ainda exala confiança em surdina
Para quem o quiser de sua pior forma...

Eu tenho medo e sofro de agonia!
Tenho o medo decorrente da falta de chão em minha frente
Não há ninguém para me guiar: Apenas faça!
Estou perdido e só e agoniado em meio de um mundo novo

Mundo novíssimo, por sinal, em cada passo dado
Pessoas novas, pontos novos, máscaras novas
Não devo esperar muita coisa de agora: O futuro é!
Tenho que aguentar um pouco mais para ser feliz...

É demasiadamente cansativo cada novo passo dado
Tenho que ser tudo que nem pensei em ser...
Ou sou eu e me descubro a cada caminho novo?
Estou desconsolado e frágil e só possuo a mim mesmo...

Ainda bem! Só preciso de mim desta forma: Neutro!
Antes, ainda, podia errar: não mais agora!
Não mais, apenas, não mais agora!
Sou fraco, mas tenho a luta de mim ao meu penar!

Tenho a visão dos outros ao meu redor
E sigo mesmo não gostando do que vejo
Eles possuem a rapidez e a virilidade estudantil
Eu tenho a força que me faz maior que eu mesmo

Tenho demasiadamente tudo e nada no mesmo patamar
É usá-lo ou esquece-ló! É ser ou não!
Quebraremos barreira, caro doutor do medo
E eu que quebrarei os meus limites inalcançáveis

Sou anti-natural e anti-poético e anti-tudo que vêem
Sou mais os eus que se fazem em mim de forma lasciva...
Que chega a doer de tanta sensatez e proeza
Nem todos conseguiram alcançar, eu nem estou me conseguindo!

Enfrentar barreiras e não possuir altas habilidades
Ser normal e anti-normal ao mesmo tempo
Ter tudo e nada e usufruir dos dois
Ser o ultimo dos ultimos na sua fila de desejos e verdades

Complicado se deparar com fatos altamente voláteis
Que só assim você se perde em limites e vetores de alusões
E não sabe se é realmente isso que deseja mais!
Sonhos e sonhos de realidades múltiplas... Tenho que sofrer mais!

As letras me pegaram e querem ser livres agora!
Me roubaram em doses demasiadamente grandes de sentimentos...
Não posso mais detê-las...
Eis uma das minhas condições...

Voltando ao real, me perco em tudo que se faz novo!
Parece que tudo é um sonho que não se concretiza
Eu queria viver de letras e basta
Mas levo também minhas outras paixões para me seguir

Riscos, depois
Não mais agora!
Não há tempo para isso!
Tenho as minhas metas e devo segui-las!

Devo e sofro a cada nova meta!
A estagnação se faz maior em mim mesmo...
Mas eu escolho sempre o mais dificil!
Eu sempre me escolho a cada novo passo!

A vida se perpetuou assim e me faço nela na melhor forma
Sou mais um severino na fantástica face da vida real
Luto e amo e venço e perco e choro e rezo e acho
Sou uma criança perdida no temporal de desejos e verdades

Nos forçaram a crescer!
E cada dia mais eu tenho que resgatar tudo que eu quis fazer
E não sabia que me perdia querendo me ultrapassar...
Querendo ultrapassar a mim mesmo, uma antiga criança adulta

Sou feliz por ser prematuro e velho
Dentre tantos vazios literários e tendentes a um zero
Eu consigo me achar entre todos e todas
Serei, repito paulatinamente, mais feliz agora!

E quando as piores tempestades chegarem
Não vai ser eu que irei ficar encharcado!
Serão todos que estiveram em mim, desgastados
E eu conseguirei ser mais em cada novo passo, andado...

Anda e consegue, novo engenheiro
Que só assim é obtida a glória!
Glória de todos que se fazem em tua construção
E a engenharia da tua alma clama por mais letras e mais bases!

O poeta e engenheiro, o admirador de todo que é ser vivo e numérico
E letras e danças e sonhos e seres que são maiores que tudo
É o poeta que dita a vida em letras e ganhos
É o engenheiro que faz essa vida em planos!


26-06-06

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P.s- Galera, estou voltando agora!!!
=]
felicidades e espero que todos gostem!
iuRy
Enviado por iuRy em 27/06/2006
Reeditado em 27/03/2007
Código do texto: T183465
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Sobre o autor
iuRy
Olinda - Pernambuco - Brasil, 28 anos
71 textos (1342 leituras)
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