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Autocrítica nº1

Sofro o mal do espaço
Da vadiagem nos flancos
Sou morto e empresto avanços
Se meus pés fossem ágeis
Mudaria o lado do disco


Talvez só mesmo eu me ouça viu
As vezes, regrido a temas partidos
A quem me vê, por ora
Com verbos frágeis na ponta dos dedos
Digo que mudo
Mas não sou, definitivamente
Não sou  adepto das esquinas

Envolvo-me com a ruga
E não são umas, são tantas!
Enrugo a cada palavra
A cada verso, a cada fuga
Rios de espanto, de sorrisos
E de mal me queres remando

De verbos fracos
Não verborrágicos,
 Pois assim eu seria
Uma exclamação atônita
Ruborizo as frases
Emito um caco afônico
E sigo, fiel e casual comigo mesmo
Michell Niero
Enviado por Michell Niero em 11/07/2006
Código do texto: T192047
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Sobre o autor
Michell Niero
Osasco - São Paulo - Brasil, 31 anos
37 textos (3065 leituras)
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Michell Niero