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Soneto ao submundo

Deixe-me dizer-lhe, de angústia tesa, este trecho,
Que ressoa intrincado, dentre os porões ardentes.
Liberta-te, por instante, do fulgor das vertentes,
E adentra meu espaço, singular, atrás do fecho.

É aqui onde habito, desde a concepção enganada,
Entre os campos mimosos de flores campestres.
Internada, sozinha, entre uma beleza silvestre,
Nos cumes distantes, sentada sobre a trovoada.

Aqui não há vento cortante, só delinqüência juvenil,
A constante que ostento é este amor no submundo.
Por tal, tranco-me do externo, onde tudo me é feril.

A maleficência humana, este horror nauseabundo,
Que tento esquecer, segue-me, esta mazela senil!
Triste é saber, que morre em mim todo um mundo.
Myrna RRP
Enviado por Myrna RRP em 11/07/2006
Código do texto: T192166
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Sobre a autora
Myrna RRP
São Paulo - São Paulo - Brasil, 31 anos
26 textos (677 leituras)
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Myrna RRP