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Rumo Da Poesia

Acreditei ser tão somente minhas
As poesias escritas nos momentos
Que me achava em suas rimas
E me comprazia em seus versos

Acreditei ter meu espaço
Invadido pelos meus guardados
Com cheiro de saudade
E gosto de liberdade

Percebi, no entanto,
Que esse encanto não haveria de ter dono
E a poesia tomou asas
Tão dona de si
Tão dona de mim...

Voa poesia, repousa nas nuvens...
E desperta-te quando algum coração
Se inquietar de paixão
Se perder sua razão...

A mim não pertence
Adormecê-la em meus guardados
Voa poesia
Abro as portas de tua gaiola
E feito a um passarinho
Encontrarás um outro ninho...

Sei que não fará aí tua morada
Aos céus te pertence poesia
Reveste-se então, do brilho da lua
E acalenta os sonhos apaixonados

Emaranhe-se por entre as flores
E avigora o teu perfume
Realce tuas cores
E se perca no arco-íris

Voa poesia...
Espreite-se nos mais secretos sonhos
É lá que encontras teu sustento
E passado este momento
Voa ainda mais longe
E compartilhe teu alento

Se sentir saudades minha amiga poesia
Sei que retornará antes mesmo
Que mudem as estações
E, quando me sentir com o coração aquecido
Numa noite rigorosa de inverno
Saberei que ali está...

Volte poesia
Quando sentir também a inquietação
Do meu coração...
E, assim quando a calmaria
Que trazes poesia
Invadir todo meu ser
Prometo deixá-la partir...

ziza Silvestre
Enviado por ziza Silvestre em 13/07/2006
Reeditado em 13/07/2006
Código do texto: T193520

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Sobre a autora
ziza Silvestre
Ourinhos - São Paulo - Brasil, 53 anos
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ziza Silvestre