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Bem Perto



Eu cheguei bem perto só pra ver...
A quanto o medo ia me fazer deixar de ser...
Tanto, tonta, atônita, guardo teus segredos.
Mas aprenda a diagnosticar meus medos.
Eu cheguei bem perto só pra ver.
A que altura o precipício seria razão ou ilusão.
O medo possui cores perdidas em labirinto.
Eu tenho um laboratório de emoções.
Toscas, foscas, sábias, feitas na medida:
Preu me tornar mai eu.
Pra ser mais fêmea.
Pra ser mais garça.
Pra ser mais flor.
Eu chegue bem perto só pra poder te falar.
Tudo que as canções não dizem.
Tudo que transmuto em versos pra guardar.
Nos cofres das minhas ilusões desmedidas.
Na minha censura.
Na minha carne.
Na minha cintura.
Na minha cintura.
Tanto que quero faz calar-me.
Tanto que desejo faz sangrar-me.
Todo silêncio, alarme.
E que já que estou bem perto.
Pula o muro!
Alyne Roberta Neves Costa
Enviado por Alyne Roberta Neves Costa em 14/07/2006
Código do texto: T194276

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Sobre a autora
Alyne Roberta Neves Costa
Salvador - Bahia - Brasil, 45 anos
28 textos (2615 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 00:07)
Alyne Roberta Neves Costa