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Saber

Nós sabemos quem se inclinou sobre a nossa dilapidada inocência e fez arestas para não serem aparadas.

Nós sabemos quem feriu e sabemos que sentimos (somos) até hoje.

Nós sabemos de coisas que esbarram na gente no olhar, nos instantes, nas lembranças, nos tecidos-grade de segurança feitos das dores derrotadas a custo de ontem.

Sabemos tanto que jamais preveríamos este contato.

Este novo.

Sabíamos tanto que não enxergamos a vinda do momento em que novamente nada saberíamos.

Tamanho foi o medo ao se saber.

Mas agora,procuramos descobrir um meio de sermos juntos, as arestas em humano encaixe, a construção deste novo cimentada em alegria e razão - o fruto último do que se soube antes.
                   - o que nos permite ser sonhadores e não               delirantes.

Juntos, deixamos de olhar por cima das grades e passamos por dentro do qeu se isolava - saímos maiores, fato.

Maiores, só queremos agora e com calma o nosso saber (ser) feliz.
Rodrigo Frˇes
Enviado por Rodrigo Frˇes em 16/07/2006
Reeditado em 17/07/2006
Cˇdigo do texto: T195527
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Sobre o autor
Rodrigo Frˇes
Niterˇi - Rio de Janeiro - Brasil, 30 anos
45 textos (2358 leituras)
(estatÝsticas atualizadas diariamente - ˙ltima atualizašŃo em 07/12/16 10:45)
Rodrigo Frˇes