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Olhares

Congelaram sentimentos
as rendas se perdem
bocas trancadas a esmo
pele de vidro translúcido
lucidez morta por entre
portas, vãos, buracos
A alma se sente pressente
lua morna vesga
flácida aparência
brocal cálido
apático movimento
e aqui estou
labiríntica criatura
maçã sem cheiro
Dizem, dizem
cansaço da língua
absorta em padrões
falidas monções
O vento refresca
sopra   leva
passeia n’alma
Tudo se move
o olhar, olhar
nestes olhos empoeirados.

Cristina Freitas
Enviado por Cristina Freitas em 16/07/2006
Código do texto: T195535
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Sobre a autora
Cristina Freitas
Itaúna - Minas Gerais - Brasil, 42 anos
6 textos (142 leituras)
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