Alvorecer

Deverei esperar...

Até que o feixe pretérito, mas futuro,

Possa iluminar o que tento às ocultas.

Vultos, somente vultos estagnados

Tornar-se-ão à luz (quem sabe?)

Esperar...

Será filosofia, matemática, não será nada?

Amor... Mais? Devo esperar e parar de querer

Morrer no tempo em que se vem à luz!

E ainda assim vultos, somente vultos.

Metros... desmetros!

Ritmo... poesia!

Prisão liberta, cá aprisionada.

E serei poeta ou serei nada!

Aguardo já e vivo já,

Buscando a essência da minha essência,

Passo após passo... primeiros passos...

Alvorecer.

Edmond Conrado de Albuquerque
Enviado por Edmond Conrado de Albuquerque em 04/01/2010
Reeditado em 07/01/2010
Código do texto: T2010326
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