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Medo de mim, amanhã..

Medo de mim, amanhã...
 
Não que eu tema, mas os semáforos estão fechados
Os muros já foram erguidos, já recolheram as pontes.
A fantasia há muito não mora mais nos olhos dos homens
Sonhar? Já não me atreveria.
Não que eu tema, o temor também se fez inútil e
a vida prossegue apesar de tudo, e sem condolências
as preces todas parecem presas por reticências
e os dias nascem por pura insistência,
os anjos dormem no azul longínquo da inocência
a cobrar-nos o despertar da consciência
E por ser ausente, torno-me cúmplice, ainda sem intuito
Não posso dizer o que sinto,
E nem ao menos sinto muito.
 
Tonho França.
Tonho França
Enviado por Tonho França em 27/07/2006
Código do texto: T203482
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Sobre o autor
Tonho França
Guaratinguetá - São Paulo - Brasil, 51 anos
82 textos (5756 leituras)
4 e-livros (356 leituras)
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Tonho França