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poemas de estação 2

                   aos adolescentes


manhã lisa,
sabiás cantam valsa,
no capim molhado
angorá , se alisa

***

na garupa
vento na cara
a garota pedala,
alada...
de bicicleta

***

era rastro seus cabelos
no silêncio, o interstício
música tamborilando no peito
corporal mente, ventos
alísios e contra-alísios

***

vôo solo
pardal (ex) palha
silêncio no ninho
no céu, estio

***

a saia da menina
abanava em leque,
era brisa cheia de sol
formigava o rosto do moleque

***

piás,
azucrinam crepúsculos
manhãzinha...
arrulham-se na gostosura das horas

***

na transparência das rosas
o reflexo da prímula
buliçosa  sombra da guria
tarda lua

***

férias da estação
sonhos de papo pro ar
nuvens na cabeça
e o mundo nas mãos

***

manhã de primavera
sem bater asas,
pássaro voou

***

entre fios
do sol de cobre
se coça a relva,
apontada para o nascente
bronzeia as horas

***

som, risos e lua da tarde
a noite não adormecia,
só risos...

***

finda noite primaveril,
o cheiro de jasmim
buli impassível
nos campos de mim

***

é lua nova
no (des) caminho
o menino
com a velha solidão

***

anjos...
com asas trançadas de sonhos
se metem à besta,
metamorfoseiam-se

***

no meio do lago
pedra n’água
não cessa, não cessa
a onda larga

Alessandra Espínola
Enviado por Alessandra Espínola em 03/08/2006
Reeditado em 03/08/2006
Código do texto: T208173
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Sobre a autora
Alessandra Espínola
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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