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A coisa em mim

Hibrida como só ela sabe
Ser, num ir e vir que não sacia
Essa dor em poesia,

E da boca que se escarra
O beijo tácito, a coisa em mim
Faz algazarra, traz o motim,
Ela mesma me cospe a cara.

Ela revela e se revela
Quando em minha garganta
Arranha. Não se cala,
Sai e vomita.
   
E em seu largo espaço
Eu, poeta: me refaço.
Jamais a fiz,
Ela é quem me diz.


   
Rivelino Matos
Enviado por Rivelino Matos em 05/08/2006
Reeditado em 02/05/2010
Código do texto: T209702

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Sobre o autor
Rivelino Matos
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil
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Rivelino Matos