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A consciência de ser Eu

Sangrar pela autonomia de ser eu!
Ser sem correntes, liberto!
Esse sangue é meu, essa cruz é minha,
Verde é o olho de minha esperança,
Ser sem expectativa no outro!
O outro?
É pra ser gostado, amado,
consumido pelos prazeres doces e sutis!
E eu?
Ser eu, sempre!
Livre do fanatismo e aridez,
cônscio da maça ou Diderot,
Líquido como o sol nos olhos,
ou como a exigência de um bom vinho
no palador nosso de cada dia.
Sagacidade e Zé-ninguém!
Permitir ser enganado pelas bruxas e pelos deuses.
Sorrir, pelo espontâneo gesto de uma criança
e chorar por não ser você,
a criança que canta no ônibus
e berra quando não está feliz!
Tiago Branco
Enviado por Tiago Branco em 08/08/2006
Código do texto: T211834
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Sobre o autor
Tiago Branco
Varginha - Minas Gerais - Brasil, 32 anos
29 textos (1706 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 12:16)
Tiago Branco