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Quintal

NAQUELA TARDE CINZA E FRIA,
SENTADO NAS ESCADAS DA CASA DE MINHA MÃE,
NÃO PUDE DEIXAR DE RECORDAR
MOMENTOS DE MINHA INFÂNCIA.
ERA COMO SE EU TIVESSE VOLTADO NO TEMPO.
ESTAVA NOVAMENTE CORRENDO
POR TODO AQUELE QUINTAL
VERDE, FLORIDO, CHEIO DE ÁRVORES.
ENTRE TANTAS,UMA MUITO ESPECIAL.
QUANDO ESTAVA TRISTE,
SUBIA PELOS SEUS GALHOS
ATÉ O PONTO MAIS ALTO.
LÁ ERA MINHA CAVERNA,
MEU ESCONDERIJO.
QUANDO ESTAVA FELIZ,
ELA SE TRANSFORMAVA NUM VELEIRO
QUE ME LEVAVA MAR ADENTRO.
ADORAVA CHEGAR BEM NA PONTA DE SEUS GALHOS
E SENTIR O VENTO SACUDINDO-A
DE UM LADO PARA O OUTRO.
QUANTOS MOMENTOS MARAVILHOSOS
VIVI NAQUELE QUINTAL.
QUANTAS DESCOBERTAS,
QUANTAS BRINCADEIRAS,
QUANTOS SONHOS.
VOLTO A REALIDADE DOS DIAS DE HOJE.
O QUINTAL JÁ NÃO É MAIS O MESMO.
ÁRVORES FORAM CORTADAS,
OUTRAS MORRERAM,
O VERDE JÁ NÃO É TÃO INTENSO
E, PRINCIPALMENTE,
MEU VELEIRO NÃO ESTÁ MAIS LÁ.
NÃO LEVARÁ MEU FILHO PRA CONHECER
OS MARES QUE EU CONHECI
SEM SAIR DAQUELE QUINTAL.
Elano Ribeiro
Enviado por Elano Ribeiro em 04/09/2006
Reeditado em 05/09/2006
Código do texto: T232802
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Sobre o autor
Elano Ribeiro
Mendes - Rio de Janeiro - Brasil, 42 anos
60 textos (6007 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 05:03)
Elano Ribeiro