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Noite de Primavera

Noite de Primavra

Emfim chegaste, primavera.
Chegaram os dias!
As lembranças e memórias,
mas eu não cheguei junto.
Chegaram também contigo as flores,
rosas e rubros.
Esses dias chegados,
passam em mim por
dentro...
Como uma simples tempestade
de outono.Em que fui um dia.
Assim.
Fiquei-te a olhar ó primavera.
Estavas muda, triste,inteira
e sempre.
Não me dizias nada.
Não me dizias tudo.
Foi quase nada.
E eu estava só, sentado,
solto e sem ninguém!
Eu não sentia nada,
não falava nada, nada
dizia...
Tive medo de chorar,
de esquecer-me
de escrever-me
alguns versos...Não podia...
Não conseguia...Não me setia...
Enfim.
Ninguém me falava ou
ouvia.Estava só.
Havia todo um mundo
só meu.Havia muita relva,
triste.Havia muito verde,
só.Havia muitas coisas
ainda.
O que é esse mundo?
O que foi do mundo?
Eu estava só, e sem ninguém...
Estava junto de minha lembrança.
Estava junto de mim...
Mas porém sem ter-me.
Voçê entende? será que podes
compreender-me?
Podes ouvir meu grito?
Podes ajudar-me?.
Primavera.

Eduardo dos Anjos
Enviado por Eduardo dos Anjos em 05/09/2006
Código do texto: T233280
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Sobre o autor
Eduardo dos Anjos
São Luís - Maranhão - Brasil, 43 anos
9 textos (203 leituras)
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Eduardo dos Anjos