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Ciranda

Um dia eu acordo sem certeza de nada,
Ou de quase nada, dependendo do meu humor,
E piso nas nuvens que me ferem e beijam...
Cuido do meu jardim diligentemente,
Mas de vez em quando paro e olho para alem da cerca,
Vejo a moça que passa com seu chapéu florido.
Quando empunho uma faca pra cortar,
Penso eu ser um titã acaso?
Sou homem e me diverte ver a parede em ruínas,
E me diverte jogar a faca ao alto e apanha-la com a boca!
Sinto-me tão sujo, e isso também me diverte,
Como quando andei a noite pela rua,
Rebolando e com os olhos em chamas,
Quando me juntei aos porcos,
E gozaram dentro de mim!
Às vezes tem flores no meu pensamento,
Nos meus pêlos, nas paginas,
Na minha roupa e nas reentrâncias do meu ser...
Eu as sacudo, elas caem, às vezes eu piso,
Às vezes não...Elas só ficam pra trás.
Como acontece de em certos períodos,
Eu me tornar todo metafísica e cantar:
Creiam em Deus!Confiem na providencia!
E então eu desperto em gargalhadas.
Em momentos em me sento na sarjeta,
Com colares de sementes de estranhos nomes,
Sementes exóticas de índios sombrios,
E com um casaco velho de linho cinzento,
Cheio de pó e desilusão...Encerado!
Em tempos bebo como um vagabundo sem esperanças,
Em outros eu me torno tão virgem que coro com o dia,
E há aqueles abençoados que me fazem vibrar...
Nestes não há preocupação, nem poesia,
Nem perturbação, nem choro e nem riso.
Só há rede, água e felicidade...
Quando me lembro de uma velha musica,
Que julgava ter esquecido.
Pedro Zemer
Enviado por Pedro Zemer em 07/09/2006
Código do texto: T234815
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Sobre o autor
Pedro Zemer
Contagem - Minas Gerais - Brasil, 32 anos
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