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NA GAIOLA

NA GAIOLA
Pobre canarinho!
Prisioneiro no pequeno recinto,
na gaiola se balançando.
Sempre amanhece cantando,
respeitando o seu instinto.
Garboso, enche o peito
e entoa o seu canto.
Pobre canarinho!
Quem sabe, canta um melancólico lamento?
Mas faz isso sempre, não tem jeito.
Na angústia da sua solidão,
seu canto fica cada vez mais triste.
Pobre canarinho!
Apesar de tudo, não desiste.
É antagônico o meu prazer de ouvir cantar
a linda melodia de seu coraçãozinho triste,
chamando uma resposta que jamais vai encontrar.
Mario Rezende
Enviado por Mario Rezende em 08/09/2006
Reeditado em 13/07/2011
Código do texto: T235602

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Sobre o autor
Mario Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Mario Rezende