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O asfalto

Sem foz
O rio de pedra ostenta
A letargia veloz
Das necessidades humanas
Que partem de onde para onde

As margens sem abrigos
Transformam a natureza
Em paisagens invisíveis
Elas são ocas e carentes
Faltam-lhe olhos sensíveis

Em seu fundo não há nada
Só sangue encardido e coagulado
Que de tão preto perde-se no rio
Assemelhando-se aos corações modernos

Quem caminha sobre ele não é Deus
É o homem perdido
No horizonte curvilíneo
De seus desejos e expiações
de Castro
Enviado por de Castro em 15/09/2006
Código do texto: T240966
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Sobre o autor
de Castro
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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de Castro