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Três Poemetos sobre os Olhos

Amordaçada   mortalha
cala-me-os   olhos,
se cândida   figura fulgura,
esplêndida   escultura, me venda
- me venda   teus olhos sós.

Olha só: quem me dera,
veracidade vera, sou eu mesmo,
teu olhar verdadeiro,
quem me olha só...


      * * * * * * *


Interpreta meus olhos-teus,
decadente nesse poço de giro luciférico
- olhar, esquece-me.

Pomba, os teus-olhos-meus assombra,
transporta-nos o fado alegórico
- olhar, traspassa-me.

É, amigos, morre ela-comigo,
num beijo-colírio, se indo, fugindo
- olhar-partido-amor.


       * * * * * * *


Conhecerei meu olhar
sem olhar em espanto
o olhar que em seus
olhos perfeitos vejo?

É de espantar os olhos
olhares trocados ao ver
que nessa mesma visão
tropeçam nossos olhares...

ErlKoenigKunstler
Enviado por ErlKoenigKunstler em 28/09/2006
Reeditado em 02/12/2006
Código do texto: T251111

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Sobre o autor
ErlKoenigKunstler
Santo André - São Paulo - Brasil
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ErlKoenigKunstler