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Revelo-te nos versos que não disseste
Pois neles a tua alma chegou perto de vir à luz de ti:
Neles quase nasceste,
Neles quase te pariste...
Neles está o que não encontra,
Neles saberás que chegaste a ti mesma...

Revelo-te a cada tentativa de escrever
Aquilo que queres ver nascer,
Não da tua pena, nem das tuas mãos;
É da tua alma que queres que nasça,
Para os teus olhos ver,
A tua cria perfeita...

É cedo,
Muito cedo...
Ainda que irrompa a luz,
Próxima do seu nascer,
Faltará sempre um pouco:
Uma palavra que não encontras,
Uma palavra que ainda não existe,
O sentimento que sentes, mas não se traduz...

Quando escreveres o teu verso perfeito
Não precisarás de ninguém por testemunha;
Só o teu mais lindo sorrir,
Como o gargalhar de uma criança,
Virá à tona de ti, mas não saberás descrevê-lo...

No teu verso perfeito tu te encontras,
Tu te revelas
E descobres que não podes escrevê-lo
Porque ele te revela toda:
A tua alma ao avesso,
Feita de luz...
Chico Steffanello
Enviado por Chico Steffanello em 02/10/2006
Reeditado em 21/11/2008
Código do texto: T254162

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Sobre o autor
Chico Steffanello
Sinop - Mato Grosso - Brasil, 58 anos
246 textos (31009 leituras)
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Chico Steffanello