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EL GRITO DE AMAZÔNIA (espanhol e portugues)

Amazonia, madre amada!
Grito vital de la tierra
que clama su gran dolor.
Hoy, la onça agonizante
lamió la cara del indio
y se abrazaron los árboles
llorando por tu martirio.
De Manaus a Porto Velho
De Macapá a Xacurí
surge una voz entre sombras
que alerta a la Humanidad:
“Hijo mío, estoy dolida!”
“Hijo mío, cuídame!”
Sólo la mitad conciente
de tus hijos, escuchó.
Sólo la mitad que siente
tu tristeza y tu penar.
La otra mitad, arrasa
tu riqueza natural.
La otra mitad sólo escucha
la música material.
La noche trae a la Luna,
el río se echa a dormir,
la fronda vela en silencio
esperando el porvenir
mientras el indio y la onça,
hermanos en el sufrir,
secan sus lágrimas vanas,
abren las venas del alma
y riegan tu antiguo suelo
con sangre, amor y dolor.



Versão em portugués: Dilene Maia


O GRITO DA AMAZÔNIA
 
Amazônia, mãe amada!
Grito vital da terra
Que clama sua grande dor.
Hoje a onça agonizante
O rosto do índio lambeu
E se abraçaram as árvores
Chorando por teu martírio.
De Manaus a Porto Velho,
De Macapá ao Xacurí
Surge uma voz entre  sombras
Que alerta a Humanidade:
"Filho, estou dolorida"!
"Filho meu, cuida de mim"!
Só a metade consciente
Dos teus filhos, escutou.
Só a metade que sente
Tua tristeza e teu penar.
A outra metade, arrasa
Tua riqueza natural.
A outra metade só escuta
A música material.
A noite traz a Lua
O rio se põe a dormir,
A selva vela em silêncio
Esperando o que há por vir...
Enquanto o índio e a onça,
Irmãos no sofrer,
Secam suas lágrimas vãs,
Abrindo as veias da alma
E regam teu velho solo
Com dor, sangue e amor.
Alberto Peyrano
Enviado por Alberto Peyrano em 27/01/2005
Reeditado em 31/01/2005
Código do texto: T2550
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Sobre o autor
Alberto Peyrano
Argentina
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Alberto Peyrano