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meu bem,
meu prazo não tem termo;
(paciência, tem)
meu tempo é o necessário;
valho tudo quando desvalhe, eu sei;
mas precisava?
Meteu a colher suja tanto tanto e repetidas vezes (sem que eu chegue ao fim)
que morri sem validade
ontem no frio de sua geladeira
(houve quem me quisesse imperecível, odeio desapontar...)
 
Mas, da próxima vez, leia as instruções, sim?
que sou muito bem rotulada...
Aqui: ponha-me em temperatura ambiente
que sou natural
coma-me em uma noite de insônia, à mesa, em pé,
após uma taça de vinho, sobre a cama (ou onde mais lhe aprouver),
ao poucos... pra não enjoar.
Não me estrague!
 
fechada conservo-me por muito mais tempo;
aberta, azedo logo...
Harley Dolzane
Enviado por Harley Dolzane em 04/10/2006
Código do texto: T256253
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Sobre o autor
Harley Dolzane
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Harley Dolzane