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CHUVA DE PRATA

Olho pra ti, receosa,
Tão débil, chuva de prata.
Bem tento recuperar-te,
A moléstia te maltrata.

Eras bela, radiosa
De lindas folhas formada.
Agora nem se vislumbra
Se terás a flor rosada!

Procuro tratar-te bem,
Até contigo falar,
E a terra que te sustenta,
Com atenção observar.

Acabei de te regar
Planta amiga, devotada,
E até te desinfestei
De algum insecto atacada.

Nem sei se o calor que ‘stá
Te incomoda como a mim.
Rezo pra que venha a chuva
Que o calor abrande, enfim.

E a nostalgia me invade
Neste fim de tarde quente
Senhor Deus, vela por nós,
Por nós vela, eternamente.

Lisboa,19.09.2006
Maria da Fonseca
Enviado por Maria da Fonseca em 05/10/2006
Código do texto: T256729
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Maria da Fonseca
Portugal
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