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Furacão de Quimeras

Tal furacão de escuridão, incontrolado e insano,

Que tudo arrasta em louca e demente cavalgada,

Atordoante e ruinosa na terra agora escalavrada,
 
Assim fui eu na minha navegação a todo o pano...
 
 
Velas de quimera, desfraldadas ao mar, sol e vento,
 
Para longe tal marinheiro quinhentista, o mar arrostei,
 
Tão longa a viagem, tanta coragem, e perigos enfrentei,
 
Mas tempestades me fizeram naufragar no mar cinzento.
 
 
 
Turbilhões de água salgada, fundos abismos oceânicos...
 
Monstros marinhos povoam pesadelos na madrugada...
 
Tento não sobraçar nos medonhos turbilhões titânicos..
 
Tento não esquecer que um dia fui de alguém a amada...
 
 
Caudais de lágrimas caem de meus olhos outrora risonhos,
 
E agora só pesadelos de abandono povoam meu sonhos...
 
Como não sobraçar de vez nas longas torrentes de espuma,
 
Como não abandonar as ilusões dementes, uma a uma....
Fada das Letras
Enviado por Fada das Letras em 19/06/2005
Código do texto: T25923

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Sobre a autora
Fada das Letras
Almeirim - Santarém - Portugal, 60 anos
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