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Sertânia; deve a ninguém

Sertânia; deve a ninguém
Quando a matéria poesia
 



É arte se comparar
Os talentos sabedores
Todos já são vencedores
Na arte de improvisar
Tudo consegue mostrar
Como o profeta fazia
Minha arma é fantasia
Pra desarmar um alguém
Sertânia; deve a ninguém
Quando a matéria poesia



Princesa tu és eleita
Pelos reis destes cordéis
Teus poetas e menestréis
A tua fama respeita
Tua cultura é perfeita
A historia é primazia
Tu quem és na burguesia
A que todos só faz bem
Sertânia; deve a ninguém
Quando a matéria poesia

Nem é São José do Egito
Tampouco Itapetim
Palmares ou Angelim
Na arte do verso escrito
Sertânia é quem faz bonito
Pois em sua hospedaria
Teve pinto em cantoria
Ele vale mais que cem
Sertânia; deve a ninguém
Quando a matéria poesia



Tu és de poema um mar
Tendo Waldemar Cordeiro
Com Luiz Carlos Monteiro
Ulisses Lins e Walmar
Moxotó a desaguar
Wilson Freire em sinfonia
Nas pedras fazem orgia
Águas que vão bem alem
Sertânia; deve a ninguém
Quando a matéria poesia

Na disciplina da rima
Ou até no livre verso
No ritmo do universo
Aqui se faz obra prima
A inspiração genuína
Que nasce na harmonia
Embebeda de alegria
Até turista também
Sertânia; deve a ninguém
Quando a matéria poesia



Galdêncio Neto/Josessandro Andrade
Poeta Galdencio Neto
Enviado por Poeta Galdencio Neto em 07/12/2010
Código do texto: T2658235

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Sobre o autor
Poeta Galdencio Neto
Sertânia - Pernambuco - Brasil, 41 anos
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Poeta Galdencio Neto