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Cotidiano

De trás de uma vidraça espessa,
Ouço o vento bater,
Levanto os olhos pra ver,

O Sol...
Tímido me olhando,
O vento assanhado,

E na sala...
O ar condicionado,
Na cadeira um pensador,
Trabalhador,
Que não pensa em labor,

Vejo o dia passar,
As pessoas a farfalhar,
Os pássaros a voar,
Baixo,

Pois a chuva,
Não demora,
E uma hora,
Ela há de calhar,

Saio de minha gaiola diária,
Crio asas e voo,
Em direção ao céu cinza,

Pra mais uma etapa,
Ouvindo uma aula chata,
E nesse momento,
Ouço os primeiros pingos,

Mas tudo bem...
Isso passa,
crio asas e voo,
Em direção ao céu negro,

Úmido...
Mas tudo bem...
Chegou a hora,
Agora,
Fecho os olhos,

E aguardo novamente,
A vidraça espessa.
Rascunhos Escondidos
Enviado por Rascunhos Escondidos em 19/10/2006
Reeditado em 24/05/2008
Código do texto: T268370
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Rascunhos Escondidos
Ferraz de Vasconcelos - São Paulo - Brasil
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