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Declarações IV...

Xu...

Que me adianta esperar o nascer do sol,
se há dentro de mim um vento frio?
Canto em meu coração a dor antiga
de uma velha canção nunca esquecida...
É a mesma que um dia nos uniu...

Hoje o outono ao deixar cair as folhas,
me lembra que só uma vez se é feliz.
Por que não esqueço essa canção?
Será por que tanto te amei?

Te vejo sobre a luz da vela
embaçada na janela
pelo pranto que chorei...

Por que não esqueço essa canção
se o rio que vai não volta mais?
E esta saudade ainda doente,
dançando em minha mente,
repete: nunca mais!...

Não é o medo da morte que me assusta,
Às vezes é pior seguir vivendo...
Nem a dor, nem teu Deus, nem o castigo...
Só sinto essa noite não estar contigo...

Mas a chama se apaga com o vento
E o vulto se perde no céu cinzento...
Entre os sonhos eu fico a te esperar...
Mas a canção me diz que tu não voltarás...
Então, por que não esqueço essa canção?
Será porque tanto te amei?
Deise Doce
Enviado por Deise Doce em 20/10/2006
Código do texto: T268931
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Sobre a autora
Deise Doce
Volta Redonda - Rio de Janeiro - Brasil, 49 anos
8 textos (318 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 12:33)