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Janela amanhecendo

Gritos e desespero
Corpo cansado
Mente em ruína
Poço sem fundo
Poça sangrenta
Olhar cinzento
Cartas rasgadas
Cabeça rachada
E o desapego.

O raio que traça
Solvendo o momento
Suspiros trágicos
Susto que passa
Recomeça a bater
E começa a sentir
Os olhos iluminam
Acorda os que dormem
Cala os que gritam.

Enche-se de água
Dissolve o desespero
Cabelos ao vento
Pegadas de alegria
Algumas folhas verdes
Sobreviventes flores
Rastro de sorriso
Formigas no ninho
Janelas amanhecendo.

Incha o peito de alívio
Abrem-se nuvens empoeiradas
Caem véus finados
Colore o que restou
Volta a sonhar o perdido
Pisca o olho estático
Sente bater bem mais forte
Sara as feridas
Junta alguns pedaços.

Encaixa cada momento
Guarda todo o passado
Retira a beleza do novo
Nota mãos entrelaçadas
Alegrias unidas
Tempestade que passa
Corpo estremece
Sol que ilumina
Esperança renasce.
Morgani Guzzo
Enviado por Morgani Guzzo em 21/10/2006
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T269624
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Sobre a autora
Morgani Guzzo
Guarapuava - Paraná - Brasil, 27 anos
18 textos (501 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 14:00)
Morgani Guzzo