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Cemitério do Caju

Como fruto,
Em contato com a terra apodrecemos
Deixando nela o arco efêmero
De nosso sumo e sabor

Nas suas veredas de mármore
A nossa paz subjetiva
(Que para eles é o nada e o eterno)
Marulhada no silêncio e no vento,
Que em nós arrasta a esperança
E subterraneamente carcome a carne
Sem batalha

Distantes estão às nuvens, a leveza
O tráfego na ponte Rio-Niterói
Os peixes e barcos na Baía
O movimento incessante das vidas
Os beijos e os erros
Os cansaços e os sonhos
O germe e o clímax


Um dia pousaram aqui
Sem saber
E tudo não será mais do que sonho
Das almas feéricas que saborearam
A raiz da terra, os sorrisos e os mistérios
E o movimento ao redor
de Castro
Enviado por de Castro em 25/10/2006
Código do texto: T273371
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Sobre o autor
de Castro
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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de Castro