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Coração de Poeta



Eis que novamente surge a saudade
Mas não se trata apenas de solidão,
Mas sim, é uma agonia múltipla.
É algo mais intenso que sufoca,
É uma dor que machuca, corrói,
Tem o efeito de uma lâmina na carne.
É estar ausente quando presente.
É um rangir de dentes intermitente.
Dá-se a imoderada inquietação,
Todo o corpo lateja impaciente.
A mente vegeta sob a recordação.
O sangue ferve nas veias.
Magoado, o coração bate acelerado
E quando o véu negro da noite,
Abraça os noturnos corações carentes,
Quando toda a metrópole adormece,
Eu, somente eu, alimento a depressão.
Vejo as cenas do passado a passar por mim,
Lembro dos bares que compartilhamos,
Choro pela união que não provamos.
Lamento ter sido culpado pela separação.
Tudo acabou tão friamente, sem despedidas.
Jamais imaginei como pesa um abandono.
E de repente ressurge as cenas.
Meu consolo é viver solitário.
Hoje eu sei o que é causar uma dor.
No coração de um poeta solitário,
Habitam vários paixões imaginárias.
Entretanto somente a você realmente amei.
Mas o que significa a saudade,
Senão um estado de ser que fascina o fraco?
As horas passam e a saudade caminha,
E o meu mundo sem você continua o mesmo:
Escuro, indiferente a tudo e a todos
Mergulhado no abismo a procura de nada,
Tentando prolongar o meu lamento.
Eis que novamente surge o desamor
Trazendo com ele a solidão doentia.
Mais uma vez encontro-me pasmo pelo amor,
Vejo-me arrastado pelo encanto
De tua inesquecível beleza que,
Há de sedar-me por toda a minha existência !
Paulo Izael
Enviado por Paulo Izael em 24/06/2005
Reeditado em 24/06/2005
Código do texto: T27456
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Sobre o autor
Paulo Izael
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Paulo Izael

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