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Juizo


É o próprio vento que traça seu caminho,
Cruzando com o meu, tirou-me o tino,
Que uma vez perdido foi procurar em teus beijos
O absoluto absimo.
 
O vento me empurrou e eu empurrei teus medos,
Que empurrados, empurraram teu siso
Que perdido foi procurar em meus beijos
O absoluto abismo.

E o absoluto abismo nos forneceu o que nos foi preciso:
Corpos, toques,gemidos, gozos, líquidos.
Deu-nos a paz, deu-nos o que preciso:
Deu-nos o sossego a solidão de um precipicio.

Mas em toda solidão, há o frio.
E nos aguardavam e nos aqueceram:
Meu tino e teu siso.
E eis que acordados nos descobrimos
Zelus Rilvo
Enviado por Zelus Rilvo em 30/10/2006
Código do texto: T277519
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Sobre o autor
Zelus Rilvo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 28 anos
4 textos (111 leituras)
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