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Euforia

Tem que ser assim e esfriar tão rápido? Foi de intenso a comum, da paixão ao costume, da euforia a ressaca, do furacão a entediante calmaria. Era uma corrente de águas quentes que foi esfriando e perdendo força, hoje quase não tem força para se manter, dia após dia suas águas vão sendo divididas e levadas pelo acaso. Onde foi que começou? Quando foi relegada a segundo, terceiro ou sabe-se lá qual plano? Não saberia responder, só diria que foi. Acho que cansou de sentir-se seguro, da ausência do novo, afinal sempre foi assim, como criança que deseja muito um brinquedo novo, mas quando o tem não quer mais, sempre deseja aquilo que ainda não foi seu. Mas que nome se dá a essa necessidade de preocupar-se com o bem estar dela? Como define o desejo de cuidá-la, mesmo que a paixão não pareça mais existir? Como explicar a certeza de que sem ela seria menos feliz? E porque não consegue negar que ela é uma das melhores coisas que já lhe aconteceu? Ele não sabe.
Hugo Eduardo
Enviado por Hugo Eduardo em 17/11/2006
Reeditado em 08/12/2006
Código do texto: T294071
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Sobre o autor
Hugo Eduardo
Fortaleza - Ceará - Brasil, 34 anos
28 textos (1448 leituras)
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