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Barraco de zinco

Vivi de te esperar depois da lida
meu homem suado e sem esperança
banhava de ungüentos a tua ferida
e te contava coisas pra rir como criança
preparava teu prato com o que dava
mas ajeitava a mesa bonita e com flor
te fazia companhia na janta e brincava
pra você esquecer um pouco a tua dor
te trazia com carinho para a cama limpinha
acariciava seus pêlos e sua pele de mansinho
te beijava com gosto e como quem aninha
fazia amor abrigando teu corpo em meu ninho
acalentava teu sono de guerreiro cansado
te deixava aportado no meu colo em proteção
ninava o menino e o homem passado
de tanta labuta, dor, grana pouca e solidão
fiz da vida o que pude e nem chorava
trazia no rosto e nos olhos um sorriso
pra que você gostasse de voltar pra casa
e que nunca pensasse em nada perdido

mas acho que fiz pouco ou nada e, pior
não entendo o que meus olhos vêem agora
que de mim você levou o meu melhor
meu coração, o meu amor e foi embora...


08/11/2006
Maria Quitéria
Enviado por Maria Quitéria em 18/11/2006
Código do texto: T294326

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Sobre a autora
Maria Quitéria
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