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Pobre poema louco


Se porre de pobre
É tomar cachaça aos goles
E ficar todo esnobe
Nem mesmo pobre eu sou

Se porre de rico
É tomar black label todo mufino
E ficar estúpido, esquisito
Pasárgada é o meu déjà vu

Então me sento na beira da calçada
Admiro meu reflexo na poça d`àgua
Yemanjá surge ali do nada, diz que se chama Rosa
E me conta lindas histórias de amor

Depois numa ressaca inglória
Tropeço nas pernas, cambaleio meu corpo
Reflito que o mundo tá louco
E caio sentado em bosta de cachorro

E nesse pobre poema louco
Minha vida é privada, cheirando a esgoto
Não sei se sou eu ou o mundo que é torto
Sei apenas que amigo do rei eu não sou

                    "Um beijo Rosa Pena"

cacaubahia
Enviado por cacaubahia em 22/11/2006
Reeditado em 02/12/2008
Código do texto: T298690

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Sobre o autor
cacaubahia
Londrina - Paraná - Brasil, 56 anos
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cacaubahia