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Alfa e Ômega

Nasceste.
Tinhas então a pureza dos prados medievos,
O equilíbrio da Lua que pende sem quedar,
a vitalidade do Colosso,
a riqueza faraônica em tuas mãos cerradas.

Teu nome, envolto em brumas,
Pairava no sereno espaço,
E qual criança sorri ao ver-te.

Teus mistérios eram Caixa de Pandora,
Arca da aliança, árcade lembrança
De encantos sutis, de campos infindos,
Da flor que brotou em teus cabelos.

Sorria, e te beijava a alma,
e juro - era feliz.
E bebia sôfrego da tua fonte,
Onde jamais tive sede de ter sede.

Onde aprendi a ser gente.
Onde aprendi a morrer aos poucos.
Thiago Salinas
Enviado por Thiago Salinas em 02/07/2005
Código do texto: T30445
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Sobre o autor
Thiago Salinas
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 35 anos
40 textos (15564 leituras)
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Thiago Salinas