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VELHA CHAMA

Amei-te como nunca amado havia,
Em devoção profunda e incontinente.
Tua imagem, povoando minha mente,
Deleitava-me e as horas coloria.

Porém (pobre de mim!), chegou o dia
No qual o desengano incomplacente
Desfez-me as esperanças, e entremente,
Fez-se pranto o que era antes alegria.

Eu, que permaneci na sepultura
Da minha negra e triste soledade,
Ao ver-te agora em plena formosura

Sinto outra vez o ardor da velha chama
Que me aviva uma cálida saudade,
E a mágoa do meu peito envolve e inflama.
B S Pereira
Enviado por B S Pereira em 10/07/2005
Código do texto: T32763
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Sobre o autor
B S Pereira
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 31 anos
10 textos (3974 leituras)
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B S Pereira