Meu Vale, meu Rio... 
     Meu Vale   Verde e  Rio  Jaguaribe...
 
Meu tórrido chão!...
Meu vale, meu rincão
Minha lagrima seca
Tão seca quão é o meu sertão!
Meu Vale verde...
 
Quanto vale este chão.
Meu Vale, que vale tanto
Quanto Vale o meu Sertão.
Jaguaribe...
Que é o meu Vale,
Que é o meu Rio
Que é a minha paixão...
 
Minha terra ensolarada
Em fendas abre teu solo
E através delas vês ao fundo
Bem no fundo...
No fundo a minha paixão...
 
Tênue é o teu leito
Por onde passa as tuas águas
Vindas de tão longe
Sacias a cede de quem de tem.
Passas em labirintos
Perene, incessantes, resistente,
Continuo e gratificante...
Rio e Vale amado
Rio e Vale amante...
 
Meu Rio desce em busca do mar
Assim como alguém
Em busca de uma paixão...
Desces em busca do mar
Como quem em busca da vida
Como a busca de um andante...
Como a busca de um errante...

Que busca o mar,
Que busca a vida
Que busca o amor
E busca...
A tua própria existência...

Amar esta terra não há
Condição 
Que condiz com esta paixão!...
Amar esta terra,
Este Vale, este Rio...

Amar esta terra...
É um ato  incondicional...
Às vezes puro
Às vezes latente...
Amar ou amar
Eis a questão...
 
É tudo que se pode esperar...
 
Por isto eu te amo
Meu Vale, meu ribeirão...
Por isto eu te amo. 
Meu Vale encantado,
Meu vale sagrado.

Vale as vezes seco,
Vale as vezes verdejante...
Meu Rio caudal,
Meu Rio caudaloso...
Meu Rio alucinante...
Meu Rio majestoso...
 
Dantes de chegar ao mar
Enobrece esta terra...
Alimentas e inundas
Os Teus campos, os teus pastos
E todo este sagrado chão...
Enverdeces todo este Vale
E revelas uma relva verdejante...
 
Dantes de chega ao mar
Meu Rio, tu saciastes a sede
Enchestes as redes de peixes
Matastes a nossa fome...
Como já dizia o meu poeta Leão
De forma apaixonante...
Meu Vale, meu Rio...
Sou teu amante!...
Francisco Rangel
Enviado por Francisco Rangel em 22/11/2011
Reeditado em 05/01/2012
Código do texto: T3349455
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