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NADA SOU

Palavras e gestos
Nutrem-se de silêncio
A nascente inventa rios
E acalenta mares

Abismo-me na correnteza do possível
– Da poesia –

O sol amigo se reflete
No meu leito viajante
Como a mulher amada no espelho
Ao perceber-se toda Amor

Choro – e tudo é paz

Há dessas lendas que contam a Verdade
 – Conheço apenas a agonia do viver
E não mais sei das coisas que são
(ou nunca serão) –
Pressinto a tensão iminente
De cada palavra e gesto
(Emoção? Apego? Prisão?)

Prossigo então
Nos íngremes aclives e declives
Do caminho estelar
Que as pedras hão de contar

Chego-te Destino
Sou filho voltando pro lar
Já fui nascente
Rio displicente
E agora nada sou
Nesse mar


Jean Pierre Barakat
Enviado por Jean Pierre Barakat em 05/02/2005
Reeditado em 29/01/2013
Código do texto: T3504
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jean Pierre Barakat
Fortaleza - Ceará - Brasil, 53 anos
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1 e-livros (96 leituras)
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Jean Pierre Barakat