Sol

Os olhos abertos não vêem a verdade,

o sol brilha,

na caminhada rumo ao sol poente

a luz ofusca os olhos mas não os tira da escuridão,

queima a pele,

mas, não aquece a alma,

reflexos

nos espelhos d'água,

nas faixadas dos prédios,

no fundo do poço,

reflexos da alma,

reflexos sem rosto

de um coração endurecido,

proíbido,

de sentir,

de amar,

tal como um pássaro sem asas...

proíbido de voar...

Ah!!

SOL!!!

como desejo de ti o afago,

a carícia,

o amor em chamas e brasas,

de volta o sorriso da alma,

de volta o bater das asas,

eis que se aproxima o dia,

do clarear dos olhos,

do sorriso,

da alegria

e o grito seco

mudo

descansará no sossego

no breve sussurro

tal como a tempestade,

que por mais violenta que seja

quando grita em trovões,

relampeja

depois cala-se

morredo o desespero

nascendo a certeza

que o sol nasça

e o coração frio se aqueça

Eddie Lee
Enviado por Eddie Lee em 20/01/2007
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