Madrugada

A madrugada tem lá suas idéias

como tudo na vida nesse leva e traz

choro, sorriso, uma mágoa

um pouco de tudo e um pouco de nada

que às vezes machuca, mas às vezes agrada...

Altura de um tamborim

a morte perdida no fim

a cabeça voando em papéis

nos acordes de um bandolim...

Cerveja gelada, um anel

um papo, um dedo de prosa

um amor que fingiu ser fiel

mas foi muito ruim...

Ninguém é de ninguém

é assim mesmo

nem tudo se compra

nem mesmo o desejo...

Agora nessa madrugada

o destino é cruel

e a sorte está lançada

como minha vida nesse papel...

É madrugada

e como sempre foi assim

esse encontro

do princípio ao fim...

Rômulo Cabral
Enviado por Rômulo Cabral em 23/03/2012
Reeditado em 18/07/2018
Código do texto: T3571179
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