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CHICO CABECINHA E A ELEIÇÃO PERDIDA.

Chico Cabecinha recebeu este apelido quando ainda era menino,
 pois tinha a cabeça grande e era muito malino,
um dia quando ninguém esperava o menino
brincava de enfiar a cabeça no pote e dentro dele gritar,
quando sem menos esperar não conseguiu mais retirar a cabeça dali dentro, tiveram que quebrar o pote, depois de muito sofrimento,
Chico pôde respirar, mais ganhou o apelido que pelo resto da vida ia lhe acompanhar.
Apesar da maior dificuldade, Chico estudou, chegou a fazer faculdade,
ficou muito falante, até parecia um doutor,
todo mundo respeitava aquele verdadeiro lutador.
Mas, como foi se influindo, Chico decidiu se candidatar para o cargo de vereador.
Juntou um dinheirinho que tinha, vendeu uma cabrita, um garrote,
 quase todas as galinhas, comprou um fusca velho,
botou uns alto-falantes em cima, mandou pintar umas faixas
pendurou em tudo quanto foi esquina, juntou um magote de moça
com umas saias bem curtinhas pra distribuir retrato
com os matutos em dia de feira.
E tome pagar lapada de cana, achar graça sem sentido,
tirar prosa com qualquer desconhecido. Só vivia com os dentes no quarador.
A campanha ia de vento em popa, Chico já se considerava eleito,
era voto que só a gota, dava até pra ser prefeito.
Era um pede-pede da moléstia e Chico nem ligava,
tudo que lhe pediam ele arrumava, dentadura, pneu de bicicleta, receita, óculos até uma carga de rapadura teve de comprar,
 a todos queria ajudar não deixava ninguém voltar com as mãos abanando.
Com toda aquela despesa o dinheiro ia acabando, mas Chico nem ligava,
no primeiro ano de governo aquele prejuízo ele tirava,
bastava falar com o prefeito, fazer lundu, dizer que ia para a oposição
que logo ele recuperava tostão por tostão.
Faltava apenas uma semana para se consumar a eleição,
já tinha comprado até o paletó, todo mundo lhe cumprimentava como vereador.
 Foi porém numa noite de sábado para o domingo que tudo se modificou.
Chico que era casado com dona Carminha,
estava ficando diferente com sua velha, desde que a campanha tinha começado que Chico se dizia de cansado naquelas horas da manhã.
Dona Carminha desconfiou:
- Tem quenga nesta parada, mas se eu pego a rapariga,
menino até Deus vai ter medo desta briga.
Desconfiou, pastorou e descobriu quem era a sua concorrente,
era a mulher do seu cabo eleitoral, que ainda era seu parente.
Quando acabou o comício, Chico e sua amásia foram flagrados
cometendo o ato indecente. Dona Carminha chamou um magote de gente
e fez o maior fuá, tudo na intenção de prejudicar a eleição do marido.
 Depois de ter conseguido fazer o maior furdunço Chico perdeu a eleição,
 a amante e o parente. E pra acabar de completar, além de perder tudo que tinha, depois de apurada a eleição, Chico tomou o maior porre pra esquecer a decepção, foi tanta cachaça que lhe fez um mal danado,
ficando o camarada com uma caganeira braba, daquelas que não tem hora nem lugar, nisso Chico sentiu-se apertado quando seguia por uma estrada sem muita gente por perto, acocorou-se debaixo de pereiro e botou pra fora o fato inteiro, quando tava se limpando naquela catinga danada, não é que a malvada da mulher enciumada, lhe prepara uma presepada. Gritou com voz de homem:
- Se prepare pra morrer cabra safado, que eu vou lhe mostrar o que se assucede em quem mexe com a mulher alheia.
Aí a coisa ficou feia, o susto foi tão grande que Chico se esparramou no fruto de suas entranhas, a mulher quase que apanha quando Chico se levantou, também pudera, além de quebrado, derrotado, ressacado, Chico agora estava todo cagado.
arupemba
Enviado por arupemba em 25/07/2005
Código do texto: T37511
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Sobre o autor
arupemba
Sousa - Paraíba - Brasil, 50 anos
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