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Distãncia e silêncio...


Levem este mar que vem rugindo
em ondas de angústias incessantes
e apaguem o dia que lá vem surgindo
que os raios do sol não vêm brilhantes.
Não procurem as conchinhas que se escondem
na areia úmida onde não devo mais pisar,
que voem as espumas, que carreguem
a saudade que meu pranto vai chorar.

Que não venham noites estreladas,
nem luas enamoradas em esplendor,
que o escuro não descubra madrugadas
porque triste e solitário é o amor.
Não vertam lágrimas olhos se buscando,
não há visão, o olhar vai se perdendo.
A boca seca, por beijos desejando,
em abraços vazios e sempre se querendo.

Passem-se dias de horas incontáveis,
entre tantos ventos que levem emoções
e os sonhos sonhem incontroláveis
na dor da busca por tantas ilusões.
Restem o silêncio da voz e uma ausência,
neste preço a pagar, na solidão.
Não sentir, sentindo na distância,
a dor imposta – dói demais o coração.

Distância e silêncio...
E o painel mágico que enfeita tantas cores,
criando céus que o próprio céu não desenhou?
E a página branca, inerte, vazia dessas  flores
que outra poesia, sem rimas, não cantou?(IDA)
Ida Satte Alam Senna
Enviado por Ida Satte Alam Senna em 02/08/2005
Código do texto: T39703
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Sobre a autora
Ida Satte Alam Senna
Santa Vitória do Palmar - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
111 textos (2724 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 06:40)
Ida Satte Alam Senna