OLHO D'ÁGUA, OLHOS N'ÁGUA
 
Lancei meu olhar n'olho d’água.
Fundo azul n’água quieta,
Luz n’alvura da areia – sol.
Verdes pestanas na pedra – lodo.
Líquido cristal superficial,
Lateral à lama preta. 
N' olho d’água, a me olhar, eu me vi todo.
Meus olhos minando,
A terra vertendo,
A pedra urinando,
Gruta aberta,
Várzea ao vento,
Água a jorrar no lajedo
Entre os ramos do arvoredo,
E a minha urina salgada, 
Como se lágrima fosse,
A borbulhar n'água doce.
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É sempre em destaque, como uma joia valiosa em minha vitrine, que ponho à mostra uma interação poética de Tânia Meneses:

ESTOJO

Pérola breve
Retida ao colo da ostra
Silêncios de eternidade
Estranhezas de profundidades
Entre os rochedos submersos
Os poemas esperam
Diversos
Padecem
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LordHermilioWerther
Enviado por LordHermilioWerther em 04/05/2013
Reeditado em 08/05/2013
Código do texto: T4274108
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