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Sem os dentes

Hoje tranquei a rua
com flores e um carro virado
quero um copo com água
e uma compota de qualquer doce que tenha açúcar

Pedindo arrego numa calçada
de pedras soltas, desconexas
minha cuia quebrou de tanta moeda
catadas a unha como fortuna dispersa

Quando se prende um louco
numa cadeia de renda
é a fuga o eterno desafio
fácil, portanto, contido

Sério, é sermão de alguém triste!
sugado por amigo de interesse
ponto de luz num canto do castigo
catado dum poço por um balde banguela
Silvestre Neto
Enviado por Silvestre Neto em 15/08/2005
Código do texto: T42768
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Sobre o autor
Silvestre Neto
Curitiba - Paraná - Brasil, 36 anos
22 textos (905 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 02:14)